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COMUNICAÇÃO PODE AMENIZAR EFEITOS DA CRISE

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Estudos comparam crises anteriores e alertam para os riscos de cortes de investimentos em comunicação

“Em tempos de economia fraca, os fortes não economizam em publicidade”, essa é a frase que intitula um artigo publicado em 2008, pela Wharton, Universidade da Pensilvânia. O fato é que há cinco anos já éramos alertados sobre os riscos de cortar investimentos em comunicação em tempos de crise financeira.

Ernesto Boaviagem, jornalista e sócio-diretor da Supra Interativa, agência especializada em comunicação e marketing, ressalta os benefícios de se investir em marketing, comunicação e publicidade durante épocas de recessão econômica.

“A empresa pode encontrar aí uma oportunidade de se diferenciar das demais, se sobressaindo em um mercado retraído e saindo mais forte quando a crise passar”.

O noticiário traz diariamente estimativas preocupantes. A previsão da inflação tem aumentos sequenciais. Segundo boletim Focus, que reúne estimativas de mais de 100 instituições financeiras, divulgado no mês passado pelo Banco Central,a previsão é de 9,23% de índice inflacionário e queda de 1,76% do PIB para 2015. Desde 1990, não se viu um índice tão negativo para o Produto Interno Bruto do país e, desde 2003, para a inflação.

Entretanto, pesquisas apontam uma saída para a crise econômica. Estudos da McGraw-Hill Research, renomada instituição de pesquisa de Nova Iorque, analisaram o comportamento de algumas empresas durante a severa crise econômica de 1981 e 1982.

Os resultados indicaram que as instituições que mantiveram seus investimentos em publicidade obtiveram desempenho mais satisfatório em longo prazo. Ainda segundo o estudo, as empresas que utilizaram ferramentas de inteligência em comunicação, de forma contínua, alcançaram 256% de vendas a mais, se comparadas as que cortaram gastos no setor.

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS:
OPORTUNIDADES COM A CRISE ECONÔMICA E RISCOS DE CORTES EM INVESTIMENTOS

O faturamento de micro e pequenas empresas registrou a quinta queda consecutiva, no último mês; a receita das empresas caiu 10,2%, segundo relatório do Sebrae-SP. Para Ernesto Boaviagem, esse é o momento que as empresas devem buscar estratégias de inteligência em comunicação.

“Táticas inovadoras de comunicação e marketing podem surgir em meio a crises e dificuldades. Deve-se atentar ao tipo de investimento a ser feito, aproveitar o momento de recessão para se destacar em meio ao mercado que se apresenta descrente. Com isso, a empresa transmitirá segurança aos seus consumidores e poderá surfar em um mar azul quando a tempestade passar”, conclui.

Antes de tudo, é necessário entender que o valor financeiro disponibilizado para a comunicação e marketing de uma empresa deverá ser sempre entendido como um investimento e nunca como um gasto. “Hoje, é fácil entendermos essa relação. Diversas ferramentas de mensuração de resultados, métricas e relatórios fazem com que a comunicação seja incluída em estudos que permitem analisar todo seu retorno financeiro”, afirma Germano Bueno Rezende, publicitário e diretor de operações da Supra Interativa.

Quando uma empresa, que sempre investiu em ações de comunicação e marketing, resolve cortar esses investimentos, fatalmente ela corre sério risco de ser esquecida pelo consumidor e seus outros públicos. Vale o velho ditado: ‘quem não é visto, não é lembrado’.

MIX DE SOLUÇÕES EM COMUNICAÇÃO:
QUAL O MAIS EFICAZ PARA AFASTAR A CRISE ECONÔMICA?

A economia revela a postura dos empresários: pouco ou nenhum investimento, insegurança e faturamento reduzido. Com isso, atingimos um patamar que chegou a recessão econômica. Assim, empresários buscam soluções para se manterem no mercado. A publicidade é uma delas.

Maximilien Nayaradou, doutor em economia pela Universidade de Paris Dauphine, que apresentou uma tese dedicada ao crescimento econômico relacionado à publicidade, conclui: “A análise dos dados estatísticos dos grandes países industrializados mostra que o investimento em publicidade tem efeito positivo no crescimento econômico por quatro mecanismos: estímulo ao crescimento do consumo, amplitude de divulgação, promoção à concorrência, e, por sua vez, o dinamismo do setor publicitário, além do aumento da taxa média de crescimento do PIB.”

“Algumas empresas, cientes da necessidade de se manterem na mídia, em um momento de recessão, procuram empresas de comunicação para buscar soluções estratégicas e com objetivos de resultados grandiosos para algumas questões. Alguns empresários já dizem em qual mídia querem investir, mas nosso primeiro alerta é sobre a necessidade de realizar um estudo de mercado para entendermos qual é a solução mais indicada”

Frequentemente, novas soluções em comunicação e marketing são lançadas, e as soluções digitais estão no topo dessas inovações. De acordo com estudo divulgado pelo IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau), o mercado publicitário na internet superou os R$ 7,2 bilhões no país em 2014, mais que o dobro registrado em 2011, com R$ 3,5 bilhões.

O mix de estratégias em comunicação é cada vez mais abrangente. Soluções de marketing de conteúdo, tecnologia web e mobilie, relacionamento e reputação, conceito e design, divulgação e posicionamento, assessoria de imprensa, comunicação interna, gestão de imagem e crise, dentre outros.

“É preciso procurar empresas competentes que conheçam grande parte das soluções em comunicação, só assim poderão indicar a melhor estratégia. Se uma solução deu certo para a empresa X, não quer dizer que será positiva para a empresa Y. Cada caso é um caso. Se alguma empresa de comunicação apresentar uma solução sem fazer um estudo, desconfie. É preciso trabalhar sempre com uma metodologia que envolva o diagnóstico, planejamento, mensuração de resultados e postura estratégica, para assim alcançar resultados”, conclui Boaviagem.

Mesmo com atual cenário, grandes empresas continuam investindo em ações de comunicação e marketing. Segundo relatório do IBOPE, que divulgou pesquisa em relação aos investimentos em mídia, no período de janeiro a junho de 2015, foram investidos R$ 60,1 bilhões. Os números são expressivos e indicam um período de análises. E sua empresa, como está remando na atual maré?

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